Rascunho de um breve Manifesto
Descolando do verbo transitivo descolar, conseguir, obter, arranjar.
O mundo passa por uma revolução digital, e tal revolução, porém, parece não ter chegado às carteiras das universidades. A democratização do acesso à publicação do conteúdo na Internet reinventa a cada dia a forma com que até então consumíamos a música, a política, a informação de uma maneira geral.
A indústria da educação ainda produz, semestre após semestre, um conhecimento cíclico, enquanto o conhecimento lá fora surge em forma de espiral, onde as idéias retornam, e no processo de reinterpretá-las elas já são outras.
As bolhas da educação flutuam, mas não se tocam, não se interagem. Precisamos refletir sobre o ensino, questionar sobre a sua forma: que visões de mundo predominam em nossas universidades, o porquê das grades curricular, o porquê de certas escolhas? É preciso afastar-se, despegar-se, descolar-se de caminhos predestinados.
Aqui está um convite para experimentar um mundo universitário muito maior que o das salas de aula. Precisamos produzir significados, nos suscitar para universos que muitas vezes não são os nossos. O mundo parece ter mudado, no entanto o que mudou em relação ao ensino de nossos pais? O conteúdo certamente é outro, mas a forma parece a mesma.
Neste processo de descobertas o descolando! é uma tentativa de descolar o que está colado nas frestas de um ensino ainda ultrapassado, preso entre paredes rígidas e bolhas flutuantes.