Abaixo seguem alguns trechos da coluna Diário da Revista Piauí, edição de maio. Nela o jornalista, analista de sistemas e escritor Luís Carlos Silva Eiras conta, anos depois que entrou na PUC de Minas, algumas experiências da época que cursava Administração.

 

downolad_frank_800×6001.jpg

 

 

1976 - 1981

“O aluno que sabe, fala; o que tiver a melhor letra, escreve; os demais assinam. Para o professor também é ótimo: são menos provas a corrigir.”

 

“Segundo período. Sala cheia. Mas já se escuta, dos que chegam atrasados, aquilo que será, ao mesmo tempo, o grito de guerra e a única preocupação real de todo o curso — O professor já fez a chamada?”

 

“— Um colega meu tem um trabalho genial que ele fez no semestre passado. Esse cara deu a nota máxima. É só tirar xerox, bater a primeira folha com o nome da gente e colocar uma capa de outra cor.”

 

“Descubro então que a universidade é coisa séria: posso ter no máximo quinze faltas numa matéria; mas já tenho dezesseis. Falo com o professor que, envergonhado, pede desculpas por ter feito tantas chamadas. Se dispõe, com a máxima boa vontade, a me ajudar. Vamos até a secretaria. Lá mostramos, inclusive, que, pelas notas de trabalhos e provas, já fui aprovado, tenho uma das maiores médias da turma. A secretária não se impressiona com o paradoxo (alguém que não esteve presente para saber, mas tem todas as provas que sabe).”

 

“No meio da aula saio para um café. Dois operários da construção civil, a mando da reitoria, limpam muros e paredes sujas de slogans e cartazes. Um deles comenta: “Estudante é que nem mosquito. Não pode ver parede limpa”

 

“A comissão de formatura reclama da dificuldade de se fazer reuniões. Há dúvidas sobre quem trancou matrícula, quem vai terminar o curso, quem simplesmente sumiu.”

 

 

Para quem não conhece a revista, vale muito à pena conhecer!

 

Matéria completa!

 

Fábio Cardoso